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Cópia ou referência?

É muito comum na publicidade: praticamente todos os profissionais da área já pegaram alguma campanha como “referência” na hora de criar a sua. Mas até que ponto é referência e quando passa a ser cópia?

Na maioria dos casos, a busca por referências começa quando todas as nossas ideias não parecem boas o suficiente para embasar a campanha. E assim começamos uma longa jornada à procura de algo que nos faça ter aquele “estalo” para finalmente criarmos algo.

Pegar alguma peça publicitária como referência ou inspiração não é errado, mas é preciso tomar alguns cuidados ao fazer isso. Usar como referência seria pegar um ponto de partida e trabalhar um longo caminho em cima disso – com alterações e acrescentando ideias. Cópia seria pegar o mesmo ponto e fazer dele a chegada.

Muitas vezes, damos espaço à nossa mente preguiçosa e acabamos nos contentando com as primeiras ideias que vêm à mente, sem perceber que as ideias, às vezes, nem são nossas – na verdade, vimos em algum lugar e recebemos como “criação”.

Copiar uma ideia pode gerar grandes problemas. Caso a marca copiada perceba e denuncie a campanha, o Conar – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, pode banir a mesma e tirá-la do ar. Além de, claro, sua marca ou empresa ficar “queimada” com os consumidores, com a imagem manchada.

Há um velho ditado que diz que “nada se cria, tudo se copia” e, talvez, até seja verdade. Pode ser que a criação seja, na verdade, a junção de diversas ideias já vistas que “cria” algo novo. Independente disso, o importante é saber que sempre precisaremos de inspiração para algo novo, mas que as ideias alheias não podem se tornar a base de todas as nossas criações.

Busque referências, mas não se limite a elas. Se dê o direito de ir além do que já foi feito e, quem sabe, o seu trabalho se torne referência para algum outro criativo!